Este blog tem como objetivo atrair pessoas que gostam de compartilhar experiências através das palavras tecladas na calada da noite, esperando que suas vozes sejam ouvidas.
domingo, 1 de agosto de 2010
O Amor
O que escrever sobre o amor? O amor não pode ser controlado, medido ou formatado. O amor não é uma televisão ou um computador que a gente aperta uma tecla e faz o que quer. Não se pode dizer que o amor é certo ou errado, que é injusto ou traiçoeiro. O amor acontece, vibra e sintoniza sem que você perceba e vai tomando conta sem pedir passagem. Não se descreve o amor e nem se mede, ele simplesmente está lá e você percebe porque é algo que começa a fazer parte da sua essência e mesmo que queira, ele não sai, o amor se torna você. Mas também é verdade que nunca se sabe quando se está amando, pois o amor é eterno, divino, angelical, espiritual e sublime, coisas que não podem ser decifradas nesta vida, assim como o amor. O amor não é felicidade e nem infelicidade, não é alegria e nem tristeza, é simplesmente amor e não importa se quem se ama está ou não ao seu alcance e se será completo, pois ainda assim será amor. O amor é simples, complexo, regional, universal e não escolhe cor, raça, credo, nacionalidade, beleza, feiúra ou qualquer conceito pré-estabelecido pela sociedade, porque é divino. Você pode amar qualquer um, porque não é a razão quem ama e sim a alma. A alma é puro amor e não tem aparência, dinheiro, nação, fama e outros conceitos que estão por ai, a alma é feita de amor, a espera de encontrar outra alma que tenha a mesma sintonia e, assim, de duas ser apenas uma. O amor não está, ali, aqui ou acolá, o amor está em tudo e, quem ama, é mais sensível a perceber em sua volta, coisas que outros não vêem. Quando se ama, percebe-se o amor que está em volta, nos detalhes e no mundo, porque as coisas boas vão sempre remetendo a pessoa amada, o bem e o belo é o amor, e o amor é amar, e amar é estar preenchido pela pessoa amada. Mas engana-se quem acha que o amor não dói, o amor às vezes é tão forte que de tanto amar, o poeta perdeu o gosto pela vida, o amor que outrora era correspondido pela pessoa amada, agora é um fardo pesado para se carregar no mundo sozinho, ele via e sentia o amor em tudo, mas não podia completá-lo, pois a amada se fora. O que se sabe é que tantos tentaram descrever o amor e, mesmo aqui nestas palavras ou em outras mil que surgirão, ninguém descreverá e só quem amou sabe, que é melhor que doa pela eternidade a saudade de um amor, do que nunca ter amado. Aliás, amor deveria vir sempre acompanhado da palavra e do sentimento saudade, pois quando se ama, a saudade está sempre presente. Aquele sentimento que vem quando se acaba de ver a pessoa amada e que dá vontade de dar meia volta e deixar tudo de lado, é o desejo do amor e de amar, é a saudade. Está-se sempre com saudades quando se ama. O amor, enfim, é poesia, música, cinema, teatro, TV, o amor é arte, a arte que todos descobrem que tem, quando se ama, a arte de amar. A arte de amar surge de forma tão natural que “o fazer amor” não é mais simplesmente sexo e sim algo puro, uma união de dois corpos envoltos pelas nuvens em lençóis brancos numa cama em um campo de flores, a verdadeira tradução do ir as nuvens sem tirar os pés do chão, é o amor com quem se ama. O amor é o complemento da paixão, paixão e amor sempre geram dúvidas, mas a diferença entre o amor e a paixão é simples e está na essência, amor é alma e espírito, enquanto a paixão é carne e prazer, não se ama sem se estar sempre apaixonado, mas há paixão sem amor. A paixão pode acabar com o fim do dia ou da noite, o amor não morre nem com a morte. O que se sabe mesmo é que não há verdade e nem tradução para o amor, não se interpreta em palavras, muito menos nessas aqui, de um homem simples que tenta sem sucesso demonstrar todo o seu amor pela pessoa amada.
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