quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Obamalização

Boa noite leitores!
Essa semana tivemos a posse de um novo presidente nos EUA e é sobre isso que vou falar hoje.
Um momento histórico? Uma vitória contra a discriminação racial? Uma esperança para o mundo? Um novo futuro? ClaRemover formatação da seleçãoro, Barak Obama representa tudo isso e muito mais, mas sobretudo os americanos mostraram mais uma vez que são extraordinários em marketing, publicidade e propaganda.
Há muito não se via um presidente americano ser tão aclamado pelo mundo todo. Isso tudo se deve a imagem que Obama construiu no ano passado, claro, assessorado por phd's em meios de comunicação. Se você voltar um pouco no tempo, quem tinha ouvido falar em Barak Obama no início de 2008, acho que nem os americanos. Mas em uma virada histórica que derrotou até a mulher do querido ex-presidente Bill Clinton, hoje Barak é um dos homens mais poderosos e conhecidos do mundo.
Tudo isso sem contar os revés que ele podia ter tido na campanha, como sua descendência negra e até o nome que tem semelhança com um conhecido inimigo americano. Mas o show promido pelos americanos na campanha de seu atual presidente superou tudo isso. Em nenhum outro país do mundo uma campanha presidencial tem as proporções que a campanha americana tem. Quem é leigo de tudo e liga a televisão e vê aqueles discursos e até mesmo a posse no último dia vinte, imagina que está vendo a final de um campeonato mundial de futebol, tamanha é a proporção do evento.
Tudo lá é muito bem planejado e organizado voltado claramente para atingir a massa através dos meios de comunicação. Não podemos também deixar de parabenizar Obama pelo seu carisma e popularidade alcançados durante a campanha, que trouxe para o seu lado até os mais radicais americanos.
Todos nós torcemos para que ele faça um excelente governo, afinal de contas, tudo o que acontece lá afeta a todos nós, mas não consigo ver isso tudo como apenas uma vitória da democracia, não sou pessimista mas, só não acredito e desconfio das coisas que não tenho certeza, e nós simples mortais (povo) somos tão enganados sempre que me passa até pela cabeça a idéia de que essa crise não foi apenas um meio de alavancar a vitória de Obama e transformá-lo em um símbolo de esperança para todo o globo e dessa forma os EUA continuarem mais oito anos mandando no mundo.
Abraços.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Família


Oi leitores


Na postagem de hoje vou falar um pouco da instituição família


Quando penso em família me vem logo na cabeça momentos simples e sem nenhum glamour, mas que até hoje tocam meu coração e enchem meus olhos de lágrimas. Me lembro de quando minha querida avó me levava para a escola. Era uma caminhada longa, pois não tínhamos nenhum recurso e ela acordava cedo e caminhava comigo contando histórias de castelos, pois o caminho por onde passavamos tinha muitas mansões até chegar na escola, seguindo o contraste das grandes cidades que contrapõem bairros ricos com bairros pobres. Uma senhora adorável que fez da minha infância pobre um conto de fadas e me moldou para ser o homem que sou hoje.


Mas de todas as pessoas que lembramos de nossa família que mais nos fazem falta, são as pessoas que não estão mais entre nós e nessa categoria eu incluo o meu pai. Meu pai era um homem muito bonito e apesar de com o tempo seu semblante ir desaparecendo da minha mente, sua lembrança sempre estará em meu coração. Ele era um homem simples com pouco estudo mas com uma inteligência acima do normal, sabia dizer as coisas certas na hora certa. Era o tipo do homem que todos respeitavam sentado no seu velho sofá fumando seu cigarro. Posso dizer que uma herança que ele me deixou foi a paixão pelo futebol e pelo meu time de coração. Adorava assistir jogos com o meu pai. Seu jeito de educar na época, meu duro me deixava revoltado mas hoje vejo que se não fosse isso, ele usar de seu jeito bravo e sério para me tirar das coisas ruins que a vida oferta a um jovem pobre, eu poderia ter ido por outro caminho.


Uma vez meu pai me disse que queria ter me dado mais e que sentia orgulho de mim por tudo que eu consegui realizar apenas com o meu esforço, apenas agradeci. Se fosse hoje, teria dito que ele e todos da minha família me deram uma coisa que dinheiro nenhum compra, o amor, que me transformou no que sou, no que acredito e solidificou os meus valores. Aquele homem de cabelo branco me deu mais do que podia imaginar. A única coisa que sei de quando ele morreu é que chovia muito e que ele disse a minha mãe para me dizer que eu não me sentisse culpado por não estar por perto. Ele realmente sabia das coisas.


Construí minha própria família e tento passar a meu filho as coisas que meu pai me ensinou, mas toda a vez que o vejo sentado brincando perto do sofá, tenho a impressão que meu pai está ali sentando, tomando conta de nós dois como se fossémos todos seus filhos.


Para você papai.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Grande amigo ou casa dos desesperados?

Olá leitores,
Sejam bem vindos!

Nessa primeira postagem vou falar de um assunto que gera muita polêmica e paixão no povo brasileiro: O Big Brother!
Mas o que é o Big Brother? É um reality show, onde os competidores através de um critério de popularidade tentam ganhar um milhão de reais.
Por que o programa tem tanta audiência? Porque os competidores são pessoas teoricamente do povo, pois já é fato que existem as cartas marcadas, que convivem confinados e com isso os telespectadores podem realmente ver como essas pessoas são.

Pois bem, a começar pelo título já encontramos aí algumas controvérsias, big brother traduzido para o português, significa grande amigo, mas como podemos dar esse título a um programa onde o objetivo é justamente eliminar seus concorrentes? Segundo, será mesmo que os participantes não tem já definido um script mínimo de comportamento? Já que em todos os programas temos mais ou menos definidos os mocinhos e as mocinhas e se pararmos para analisar, em todos os programas vimos participantes com comportamentos semelhantes e não me lembro de nenhum que tenha fugido ao padrão comportamental comum.

E as votações? Como temos certeza que a população vota mesmo naquele participante? Não sabemos.
O fato é que os reality shows, vieram para ficar! Mas não só eles não, os blogs, o orkut, o you tube e todas as outras formas de dissimulação e publicidade da vida e do indivíduo estão em alta. Em um mundo globalizado, onde fica cada vez mais difícil e concorrida a exposição, esses meios são formas rápidas de aparecer e se destacar sobre os demais. É o que eu chamo de desespero dos anônimos e é como eu acho que deveria se chamar o big brother, casa dos desesperados. Quem não quer seus minutinhos de fama. No brig brother como em outros meios, muitos não esperam compensação financeira imediata e sim exposição, basta lembrar dos participantes que se destacaram e se destacam até hoje e não foram vencedores.

É claro, que o fato de sabermos um pouco mais sobre a vida e o dia a dia de estranhos é o chamado da massa para esse tipo de programa ou outra veículação qualquer. Sem dúvida, quem não gosta de ver ou ler sobre a vida de pessoas que não conhecemos e ver como elas reagem as situações mais adversas e com certeza se identificar um pouco com cada uma delas.

Na época da minha vó, esse tipo de coisa deixaria todos horrorizados, mas nos dias atuais, nem as mulheres com nome de frutas para tentar seu espaço, não horroriza ninguém.

Não sou hipócrita e é claro, que se daqui há duas semanas me perguntarem quem são os participantes do programa, saberei de cor, como também sei de cor sobre blogs e outros, prova é que estou criando o meu, mas o que me preocupa, é que tipo de sociedade ou cultura que estamos reiventando? Vivemos, namoramos, comemos, arrumamos emprego, fazemos amigos e até sexo, tudo pelos meios de comunicação. Buscamos desesperadamente dinheiro e aparecer a qualquer custo, mas ainda não aprendemos a amar. Penso que no futuro ninguém mais sairá de casa, e as pessoas viverão em completo isolamento, como já acontece com alguns indivíduos das novas gerações. Valores, ética, moral e sentimentos estão ficando demodê e o individualismo e a ganância ficam cada vez mais fortes no íntimo do ser humano.

Talvez eu possa até estar errado, mas essa transformação social não advém da solidão e da falta de sucesso pessoal e profissional que milhares de pessoas vem enfrentando? Não sei, mas outro dia vi um garoto dizer a seu pai que ele não precisava ensinar nada, pois tudo o que ele queria saber estava na internet ou na tv. Será? Será que esse meios sabem mesmo qual é o verdadeiro significado das palavras amor, família e amizade?

Espero que tenha acrescentado algo a vocês e se não que pelo menos tenha servido para passar o tempo.

Abraços.