quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Grande amigo ou casa dos desesperados?

Olá leitores,
Sejam bem vindos!

Nessa primeira postagem vou falar de um assunto que gera muita polêmica e paixão no povo brasileiro: O Big Brother!
Mas o que é o Big Brother? É um reality show, onde os competidores através de um critério de popularidade tentam ganhar um milhão de reais.
Por que o programa tem tanta audiência? Porque os competidores são pessoas teoricamente do povo, pois já é fato que existem as cartas marcadas, que convivem confinados e com isso os telespectadores podem realmente ver como essas pessoas são.

Pois bem, a começar pelo título já encontramos aí algumas controvérsias, big brother traduzido para o português, significa grande amigo, mas como podemos dar esse título a um programa onde o objetivo é justamente eliminar seus concorrentes? Segundo, será mesmo que os participantes não tem já definido um script mínimo de comportamento? Já que em todos os programas temos mais ou menos definidos os mocinhos e as mocinhas e se pararmos para analisar, em todos os programas vimos participantes com comportamentos semelhantes e não me lembro de nenhum que tenha fugido ao padrão comportamental comum.

E as votações? Como temos certeza que a população vota mesmo naquele participante? Não sabemos.
O fato é que os reality shows, vieram para ficar! Mas não só eles não, os blogs, o orkut, o you tube e todas as outras formas de dissimulação e publicidade da vida e do indivíduo estão em alta. Em um mundo globalizado, onde fica cada vez mais difícil e concorrida a exposição, esses meios são formas rápidas de aparecer e se destacar sobre os demais. É o que eu chamo de desespero dos anônimos e é como eu acho que deveria se chamar o big brother, casa dos desesperados. Quem não quer seus minutinhos de fama. No brig brother como em outros meios, muitos não esperam compensação financeira imediata e sim exposição, basta lembrar dos participantes que se destacaram e se destacam até hoje e não foram vencedores.

É claro, que o fato de sabermos um pouco mais sobre a vida e o dia a dia de estranhos é o chamado da massa para esse tipo de programa ou outra veículação qualquer. Sem dúvida, quem não gosta de ver ou ler sobre a vida de pessoas que não conhecemos e ver como elas reagem as situações mais adversas e com certeza se identificar um pouco com cada uma delas.

Na época da minha vó, esse tipo de coisa deixaria todos horrorizados, mas nos dias atuais, nem as mulheres com nome de frutas para tentar seu espaço, não horroriza ninguém.

Não sou hipócrita e é claro, que se daqui há duas semanas me perguntarem quem são os participantes do programa, saberei de cor, como também sei de cor sobre blogs e outros, prova é que estou criando o meu, mas o que me preocupa, é que tipo de sociedade ou cultura que estamos reiventando? Vivemos, namoramos, comemos, arrumamos emprego, fazemos amigos e até sexo, tudo pelos meios de comunicação. Buscamos desesperadamente dinheiro e aparecer a qualquer custo, mas ainda não aprendemos a amar. Penso que no futuro ninguém mais sairá de casa, e as pessoas viverão em completo isolamento, como já acontece com alguns indivíduos das novas gerações. Valores, ética, moral e sentimentos estão ficando demodê e o individualismo e a ganância ficam cada vez mais fortes no íntimo do ser humano.

Talvez eu possa até estar errado, mas essa transformação social não advém da solidão e da falta de sucesso pessoal e profissional que milhares de pessoas vem enfrentando? Não sei, mas outro dia vi um garoto dizer a seu pai que ele não precisava ensinar nada, pois tudo o que ele queria saber estava na internet ou na tv. Será? Será que esse meios sabem mesmo qual é o verdadeiro significado das palavras amor, família e amizade?

Espero que tenha acrescentado algo a vocês e se não que pelo menos tenha servido para passar o tempo.

Abraços.

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